Uma lágrima escorre. E outra. E mais outra. Enquanto o avião ganha altura, um último olhar para a cidade. Na mente, subitamente, vem a imagem de uma cena de Peter Pan: a da viagem à Terra do Nunca, quando a cidade vai ficando pequena, distante…
Rostos queridos aparecem entre as estrelas coladas no céu escuro. A saudade, sempre impetuosa, aperta sem dó a alma. Não há volta. A próxima via de retorno só daqui a 12 horas – ou uma década, como planejado. Então, outra lágrima desliza pelo rosto, já visivelmente abatido pelo tempo…